Diz uma música que a saudade "mais que um crime é um castigo".
Pensando nela e, mais que pensando, sentindo o sentido, é mesmo o que é, quando tem a capacidade de nos deixar presos a momentos do passado.
Um poema começava por dizer que "o passado já se foi" e nunca tendo eu nem ninguém visto um rio andar para trás, fico estúpida ao pensar na capacidade das pessoas - elas próprias - cumprirem uma espéccie de auto-punição, aparentemente bem aceite... ou pelo menos assim parece, já que os portugueses decidiram até dar-lhe nome (os restantes, concerteza, não estiveram para personificar este bicho-mau).
Devia abolir-se a saudade! Talvez ficássemos melhor apenas com o sentimento do que nos faz falta, porque quando se tem saudades dos momentos da vida (que como o train is not going back), recordar deixa de ser simplesmente viver, como diz a música, mas ficar de castigo.
Abaixo a saudade... e digo isto porque estou de castigo e não gosto de castigos. Abaixo a ti!
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