Encostada, a sonhar…
Passam as noites
Correm os dias
A vida passa em correrias.
E encostada, a sonhar…
Anseio não ver ou sentir
O peso do tempo a passar.
Por isso assim permaneço,
Até que num instante, adormeço
Encostada, a sonhar…
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Cenas por acabar
Tudo o que penso ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço -
Um mar onde boiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei, e sei-o bem.
Fernando (Podia ser de outro Pessoa?)
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço -
Um mar onde boiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei, e sei-o bem.
Fernando (Podia ser de outro Pessoa?)
domingo, 17 de janeiro de 2010
Cenas... sem sono
Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
(...)
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
(...)
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
(...)
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
(...)
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
(...)
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
(...)
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!
Álvaro de Campos, in "Poemas"
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